Assim como já foi dito que a religião é o ópio do povo, podemos dizer que hoje, o futebol e seus campeonatos são como alucinógenos que dão aos brasileiros uma sensação ilusória de superioridade.
De quatro em quatro anos, o Brasil pára,simplesmente.Esquece das contas à pagar, dos horários à cumprir, da corrupção.Nos noticiários, apenas os gols e dribles.
Sobre os candidatos à presidência," deixemos para depois da copa". Na África do sul, atual sede da copa, Joanesburgo é uma das cidades no mundo com maior desigualdade social, onde menos de dez quilômetros separam duas realidades completamente distintas.Sandton, com luxuosas mansões e do outro lado Alexandra, onde não há água encanada.
Em 2014 será a nossa vez. Num país de contraste social imenso,de problemas habitacionais e saúde, fazer investimentos astronômicos para realizar uma copa do mundo é um atentado contra a razão e o bom senso.
A pátria das chuteiras mais uma vez fechará os olhos para a falta de assistência, para a violência, para a pátria descalça, sem cultura e sem futuro. Novos estádios e tantas outras edificações serão como teatros de sombras,escondendo nossa própria realidade.O culto das personalidades vazias, com salários milionários e a moderna idolatria, substituem a falta de valores, a referência moral e os objetivos concretos de desenvolvimento social.
Michele Dias,28 anos, musicista, é estudante do Curso Superior de Tecnologia em Design Gráfico, na Universidade Paulista – Campus Swift em Campinas. Este artigo foi escrito para a disciplina Ética e Legislação na Comunicação, lecionada pelo prof. Arnaldo Silva.
De quatro em quatro anos, o Brasil pára,simplesmente.Esquece das contas à pagar, dos horários à cumprir, da corrupção.Nos noticiários, apenas os gols e dribles.
Sobre os candidatos à presidência," deixemos para depois da copa". Na África do sul, atual sede da copa, Joanesburgo é uma das cidades no mundo com maior desigualdade social, onde menos de dez quilômetros separam duas realidades completamente distintas.Sandton, com luxuosas mansões e do outro lado Alexandra, onde não há água encanada.
Em 2014 será a nossa vez. Num país de contraste social imenso,de problemas habitacionais e saúde, fazer investimentos astronômicos para realizar uma copa do mundo é um atentado contra a razão e o bom senso.
A pátria das chuteiras mais uma vez fechará os olhos para a falta de assistência, para a violência, para a pátria descalça, sem cultura e sem futuro. Novos estádios e tantas outras edificações serão como teatros de sombras,escondendo nossa própria realidade.O culto das personalidades vazias, com salários milionários e a moderna idolatria, substituem a falta de valores, a referência moral e os objetivos concretos de desenvolvimento social.
Michele Dias,28 anos, musicista, é estudante do Curso Superior de Tecnologia em Design Gráfico, na Universidade Paulista – Campus Swift em Campinas. Este artigo foi escrito para a disciplina Ética e Legislação na Comunicação, lecionada pelo prof. Arnaldo Silva.
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